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Segunda opinião »
Revisão anatomopatológica

Consiste em voltar a examinar as biópsias ou amostras de tecido do tumor maligno do paciente pelo nosso perito nesta especialidade (Anatomia Patológica) para ter a necessária certeza de qual é exactamente o tipo de cancro do paciente.
IMPORTÂNCIA DA REVISÃO ANATOMOPATOLÓGICA: |
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Como o diagnóstico do tipo de cancro determina o seu prognóstico e tratamentos específicos, na Cancer Consultants cremos ser recomendável que os pacientes obtenham uma segunda opinião especializada sobre o mesmo. É importante estar consciente de que a avaliação de uma amostra tumoral é a única maneira de obter um diagnóstico definitivo do cancro e das suas características. Assim pois, o patologista (ou seja, o médico especialista na análise das amostras do cancro) desempenha um papel chave e fundamental nos resultados dos tratamentos oncológicos: acertar com o tratamento adequado depende da realização de um diagnóstico exacto e correcto sobre o tipo de cancro e da avaliação prognóstica deste.
Apesar da importância de um diagnóstico correcto, há estudos científicos que demonstram que os erros no tratamento do cancro derivados de uma interpretação equivocada das biópsias ou das amostras tumorais são demasiado comuns. Ao ser este, necessariamente, o primeiro passo sobre o qual se baseiam todos os restantes, os erros neste ponto têm uma enorme transcendência, que derivam em dor e sofrimento adicionais evitáveis:
- Tratamento desnecessário e/ou incorrecto do cancro (cirurgia, quimioterapia, radioterapia), com complicações sérias a curto e longo prazo derivadas desse tratamento.
- Perda de oportunidade de tratar correctamente um cancro quando ainda é curável ou controlável, especialmente quando se diagnostica incorrectamente como benigna uma lesão maligna no seu período inicial, ou se diagnostica erroneamente como um tumor diferente e, consequentemente, trata-se de forma inadequada.
SITUAÇÕES DE ALTO RISCO DE ERRO NO DIAGNÓSTICO DO CANCRO: |
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Na Cancer Consultants pensamos que a maioria dos diagnósticos do cancro deveriam ser revistos e verificados por um patologista com experiência nesses tumores. Além disso, existem alguns tumores benignos fora do comum ou pré-cancerosos que deveriam ser reavaliados para assegurar que não se trata de cancro de baixa agressividade. Por último, há algumas biópsias que, devido à dificuldade da sua interpretação, a baixa frequência do tumor, e/ou a discordância entre o diagnóstico anatomopatológico e o resto dos testes de diagnóstico e/ou a avaliação clínica do tumor, também consideramos que correm um "alto risco" de serem erróneas e deveriam ser sempre enviadas para uma segunda revisão por um patologista perito.
Em geral, algumas das biópsias que convinham ser revistas por um patologista perito são:
- Tumores benignos:
- Biópsias da mama com diagnóstico de hiperplasia ductal atípica ou de carcinoma ductal in situ.
- Tumorizações adiposas de grande tamanho ou que reaparecem com o tempo.
- Citologias ou biópsias do útero diagnosticadas como hiperplasia, displasia ou hiperplasia atípica ou "border-line", especialmente se acontece em várias amostras.
- Biópsias da próstata que mostram atipia de alto grau, particularmente em várias amostras.
- Biópsias da bexiga diagnosticadas como carcinoma in situ, especialmente se recorrente.
- Sardas ou sinais que foram tirados por suspeita de melanoma.
- Biópsias de gânglios linfáticos diagnosticados como hiperplasia linfóide atípica.
- Biópsias do cólon que mostram atipia ou displasia em pacientes com colite ulcerosa ou com doença de Crohn.
- Biópsias do esófago em pacientes com esófago de Barrett, nas quais se pode apreciar displasia de alto grau.
- Doença de Hodgkin, ou linfoma de Hodgkin.
- Sarcomas de tecidos/partes moles ou do osso.
- Cancros cujas metástases se conhecem mas cujo local de origem não se pôde determinar (metástases de tumor primário desconhecido).
- Qualquer cancro invulgar ou raro.
- Cancros que não estão a responder aos tratamentos administrados como se esperava, ou cujas imagens radiológicas não são típicas do tipo de tumor que apresenta o paciente.
- As biópsias descritas pelo patologista como suspeitas ou compatíveis com algum tipo de cancro, mas cujo diagnóstico não se estabelece com exactidão.
- Tumores malignos cuja análise minuciosa, além de indicar o tipo de cancro exacto, proporciona informação adicional determinante para escolher o tipo de tratamento, como acontece no cancro da mama, ou na maior parte dos tumores malignos que não são metastásicos por ocasião do diagnóstico e que, após a cirurgia, não fica doença visível nos testes radiológicos.
ERROS MÉDICOS NO DIAGNÓSTICO ANATOMOPATOLÓGICO: |
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Os erros no diagnóstico anatomopatológico são mais comuns do que as pessoas e os médicos pensam. Sem ir mais longe, num estudo feito num hospital de referência mundial do cancro, o Hospital John Hopkins (Baltimore, USA) (2), observou-se que em quase 10% dos casos em que se revêem as biópsias ou amostras com cancro alterou-se o diagnóstico, dando lugar a modificações significativas no tratamento e/ou prognóstico do paciente. Da mesma forma, noutro estudo da Universidade de Utah, bem como numa revisão da literatura médica sobre o assunto, descobriu-se uma alteração no diagnóstico oncológico ao reavaliar as biópsias tumorais de cerca de 1 a 6% dos casos examinados. Estes estudos estão descritos nos seguintes artigos médicos:
- Kronz JD, Westra WH, Epstein JI. Mandatory Second Opinion Surgical Pathology at a Large Referral Hospital. Cancer 1999; 86:2426-35.
- Gupta D, Layfield LJ. Prevalence of Inter-Institutional Anatomic Pathology Slide Review. Am J Surg Pathol 24: 280-284, 2000.
- Frable WJ. Surgical pathology--second reviews, institutional reviews, audits, and correlations: what's out there? Error or diagnostic variation?. Arch Pathol Lab Med. 2006 May;130(5):620-5
COMO OBTER UMA REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SEU TUMOR: |
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As segundas opiniões em Anatomia Patológica são simples de se obter através da Cancer Consultants. O patologista revisor só precisa das amostras tumorais ou das biópsias do tumor (lamelas de vidro ou bloco de parafina arquivados no hospital onde se realizou o diagnóstico do cancro), sem necessidade de ver o próprio paciente.
- Para realizar este serviço de reavaliação do seu diagnóstico, a Cancer Consultants obtém e remete o tecido tumoral do paciente (biópsias) a um prestigioso catedrático de Anatomia Patológica, especialista em cancro, para estabelecer de forma precisa o diagnóstico do paciente sobre o qual se fundará a avaliação do prognóstico e do tratamento do mesmo.
- Desta forma, você verificará o seu diagnóstico feito por um especialista em Anatomia Patológica, independentemente da distância que os separe. Esta seria, além disso, a base da nossa recomendação de segunda opinião sobre o seu processo oncológico.
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